Chegou o intervalo da época e é momento de olhar para as 10 melhores equipas desde o princípio do ano, as mexidas e o que ainda se pode esperar delas.
10º Portland Trail Blazers (34-23)
Depois do descalabro dos Playoffs do ano passado onde acabaram derrotados por 4-0 pelos New Orleans Pelicans, tem sido um ano calmo para os Trail Blazers. Uma campanha serena, sem o hype de outrora para bem da própria organização.
O último ano foi um sonho com um final trágico, que devia ter acabado com a era Lillard e McCollum para que não tivesse o mesmo destino que os Raptors conheceram e será inevitável se a equipa não passar do 1º round dos Playoffs deste ano.
Damian Lillard, All Star por direito, 26.3 pontos por jogo, continua a fazer o mesmo que tem vindo a fazer ao longo dos anos, mesmo cenário para CJ McCollum ( 21.1pts por jogo). Mas não se pode obter resultados diferentes praticando as mesmas ações. E é exatamente isso que o conjunto de Portland está a fazer.
Passou o mercado de trocas e tudo o que o Blazers conseguiram trazer foi… Rodney Hood. Com todo o respeito, mas parece curto. Há free agents interessantes que podiam servir como terceira opção a Lillard e McCollum:
Carmelo Anthony, que se encontra a procura de redenção. Um Hall of Famer que ainda tem, aos 33 anos, pontos por marcar e que se encontra a salivar por uma nova oportunidade, apesar de todas as dúvidas que pairam sobre o seu regresso.
Trevor Ariza, que ajudaria aos Blazers e qualquer outra equipa da NBA. Um extremo forte com excelentes hábitos defensivos e um sólido lançamento exterior.
A opção dos Blazers foi o jogo interior, com Enes Kanter.
Este pode ser o último ano desta equipa, como se encontra agora. Abril será decisivo.
9º Indiana Pacers (38-20)
Os Pacers acabaram de perder Victor Oladipo para uma lesão que o vai deixar fora das quadras para o resto do ano e depois de ficar sem o seu melhor jogador, o conjunto de Indiana perdeu 4 jogos seguidos até bater os Los Angeles Lakers por 42 pontos dediferença.
Quietamente, os Pacers vão fazendo uma boa campanha e há aqui dados curiosos que não se imaginava poderem alcançar no princípio da época. São a defesa da NBA que sofre menos pontos por jogo, 102.3 e no ranking geral defensivo encontram-se em 2º lugar.
Deste lado da bola, impressionate! Ofensivamente, encontram-se mais fragilizados com a perda de Oladipo, que é um legítimo All Star, e era o líder declarado da equipa, mas os Pacers acabaram de contratar Wes Matthews para tentar preencher o vazio.
Não sendo uma substituição ao mesmo nível por estarem também em momentos diferentes da carreira, será de certeza mais um jogador para adicionar pontos, ameaça exterior e solidez defensiva.
Para o resto do ano terão que contar com o engenho de Nate McMillan e a evolução coletiva se quiserem superar a temporada passada.
8º Boston Celtics (37-21)
Surpreendetemente os Celtics aparecem logo aqui, uma das equipas, certamente, com potencial para estar entre as quatro primeiras. Muito bem orientada e repleta de talento e que vinha de uma campanha impressionante nos últimos playoffs, sem a sua maior estrela.
Esperava-se que o regresso de Kyrie e Gordon Hayward, a condizer com a saída de LeBron James da Conferência Este, fosse traduzir-se no domínio da franquia mais titulada da história, mas postos 4 meses de competição não se vê o domínio que se esperava. Por culpa própria.
O maior inimigo dos Celtics têm sido… os próprios Celtics.
Desde críticas públicas de jogadores para outros jogadores, gestão de minutos as incertezas sobre a permanência de Kyrie, bem como se Gordon Hayward voltará a ser o All Star que já foi antes da lesão, tem acontecido de tudo um pouco a equipa dos Celtics.
Ainda assim, são o conjunto a bater e a temer na Conferência. Conseguem conter os adversários a 106.5 pontos por jogo, 5º na liga, enquanto são o 8º ataque da liga, o mítico TD Garden continua a ser um dos estádios mais difíceis de jogar.
Na última corrida da temporada, do All Star em diante, os Celtics devem encontrar a fórmula. Têm um dos plantéis mais profundos da liga e uma das mentes mais brilhantes em Brad Stevens, capaz de chegar as finais da conferência com uma equipa mutilada pelas lesões como na temporada passada.
Podia facilmente se chamar Houston Hardens, tal é o recital que James está a dar nesta temporada. O Barbas tem sido fenomenal esta temporada, tem média 36.5 pontos por jogo e já vai em 30 jogos seguido com o mínimos de 30 pontos. Galáctico.
Acabou de receber de volta Chris Paul e receberá Capela entre o final de Fevereiro e começo de março. Os Rockets perderam Trevor Ariza e entraram numa profunda depressão até que James Harden decidiu tomar as rédeas da situação e começou uma campanha com performances de encher o olho a qualquer admirador.
Quarenta, cinquenta, sessenta pontos, houve de tudo!
Enquanto se discute a sustentabilidade do Hardenball, por ser um estilo muito dependente do 1 contra 1, pensamos que podemos concordar que em sede de playoffs, pelo menos, o estilo não funciona. Marcar 40 pontos sem nenhum deles ser assistido não é basquetebol de playoffs.
Mas até lá vamos continuar a assistir o Show que é ver o Barbas passar a bola entre as pernas 6 vezes e detonar o famoso stepback para mais 3 pontos.
Os Rockets encontram-se neste momento em 4º lugar na conferência depois de já terem estado no fundo da tabela, são 2º classificados ofensivamente, 25º defensivamente e são a equipa que mais lança dos 3pts, em média 44 vezes por jogo.
Muito bom ataque para tão pouca defesa, aqui tudo pode acontecer… chegarem a final da Conferência ou ficarem no primeiro round, tudo por causa da própria identidade da equipa, neste momento.
Depois de vários flops, os Sixers conseguiram duas estrelas de talento geracional no draft em Joel Embiid e Ben Simmons e tentaram parear com Markelle Fultz, 1ª escolha do draft de 2018, mas acertaram ao lado, novamente.
Então fizeram mudanças nos escritórios e contrataram Elton Brand em Setembro último e… pode ter sido a melhor escolha do ano.
Não sabemos se ainda fará algum movimento envolvendo jogadores livres no mercado daqueles que rescindiram mas fez o suficiente para melhor a prestação dos Sixers nos Playoffs do ano passado.
O conjunto entrou como favorito frente aos Celtics, sem Kyrie Irving, e tombou duma maneira feia, que a todos os níveis não a fez jus ao seu potencial.
Brand começou a revolução em Novembro quando trocou Dario Saric e Robert Convington por Jimmy Butler e, já no limite do perído de trocas conseguiu trazer Tobias Harris, Boban Marjanovic e, também, Johnathan Simmons dos Magic em troca por Markelle Fultz.
Todos estes movimentos fizeram de Elton Brand a estrela do mercado de 2018. Claro que a equipa terá que o provar em campo, mas têm tempo suficiente para fazer ajustes e entrosar até Abril (Playoffs). Com isto as expectativas também são maiores.
O céu é o limite para os Sixers, mas qualquer coisa abaixo da Final da Conferência será considerado um fracasso.
Aqui temos uma equipa cuja base foi construída de raiz, comandada por um dos melhores treinadores da liga, Mike Malone, daqueles que faz uma omelete familiar com dois ovos.
Denver tem uma mistura de jogadores jovens e veteranos que vale sempre pelo coletivo, por isso certas ausências num ou noutro momento da época passa quase despercebida. Os Nuggets encontram-se em segundo lugar em assistências por jogo, 27,6.
Ao leme vai Nikola Jokic, que no seu terceiro ano acaba de ser nomeado All Star. O poste lidera a equipa em pontos, ressaltos e assistências. Uma temporada sensacional para o jovem de 23 anos que, imagine-se, entrou na NBA como 11ª escolha da segunda ronda no draft de 2014. Ninguém acredita que havia 40 jogadores melhores que o Joker em 2014.
Os Nuggets já estiveram no topo da classificação da Conferência Oeste e são uma das mais difíceis equipas de se defrontar no seu terreno, que contam, para além de um bom conjunto, também com a altitude que já um estudo revelou ser um fator que dá vantagem aos Nuggets no Pepsi Center.
Já podem contar com Isaiah Thomas mas ainda sem Michael Porter Jr. O veterano está prestes a regressar duma lesão na anca e espera-se que retorne ainda este mês, antes do All Star. A 14ª escolha do draft de 2018 não jogará esta época.
No princípio do ano não se esperava, mas os Nuggets são um candidatos pelo menos a semifinal da conferência.
4º OKC Thunder (37-19)
Depois de ganhar a aposta por Paul George na última off season, as coisas parecem ter assentado definitivamente em Oklahoma. Nota-se uma clara definição dos papéis, numa dinâmica em que Russel Westbrook consegue atingir os seus números mas em que Paul George tem se encarregado de ser o maior marcador e decisor.
Sam Presti trocou Victor Oladipo e Domatas Sabonis pelo agora candidato a MVP, Paul George, cujo destino preferencial, na altura, eram os Lakers, em condições dificílimas e provou que é possível trabalhar a vontade de um jogador que revela o seu destino favorito e não dá garantias de permanência a longo termo com a equipa. Os Raptors seguiram o exemplo.
A sintonia entre os líderes permite extrair melhores resultados do resto da equipa.
Recentemente, temos visto o crescimento de vários elementos secundários do conjunto de Ohklahoma casos de Terrance Ferguson e Jerami Grant, que até certo ponto tornaram-se ameaças da linha dos 3 abrindo assim espaço para Steven Adams no interior.
Tudo isto como se o ataque fosse o lado do campo onde os Thunder mais brilhassem. Não!
Do lado defensivo do campo os Thunder são terceiro classificados na liga, permitem em média 109.8pts (12º) aos seus adversários, têm também o segundo ataque mais rápido e Paul George é também um líder deste lado da bola com média 2.3 roubos de bola por jogo, a acompanhar 28.7 pts, 8.0 ressaltos e 4.1 assistêcias por jogo.
Adicione-se tudo isto a média em triplo duplo de Russell Westbrook (21.2pts, 11.1rss, 10.2ast) para esta temporada, e podemos estar a falar dos Thunder nas finais da Conferência este ano.
Masai Ujiri tomou a decisão mais careca da história da organização no último off season, trocando o franchise player por um jogador em fim de contrato e, como se não bastasse, cuja permanência com a equipa, à data da troca e até agora, é incerta.
O GM viu-se forçado a escolher esse rumo para a franquia fruto do crescente agastamento e das repetidas desilusões, a nível de desempenho tanto coletivo como individual, das suas principais estrelas, DeMar DeRozan e Kyle Lowry, bem como do próprio treinador, Dwane Casey, nos Playoffs
A decisão foi tomada depois da equipa ter sido eliminada na Semifinal dos Playoffs da Conferência Este onde pela terceira vez pereceram aos pés do King e dos Cleveland Cavaliers, à data o bicho papão da Conferência.
Oito meses depois, o cinco inicial do conjunto dos Raptors é composto por Kyle Lowry, Danny Green, Kawhi Leonard, Pascal Siakam e Marc Gasol. Três All Stars, um já foi Finals MVP e Defensor do Ano e outro é um sério candidato a Jogador Revelação Pascal Siakam, que tem sido nada menos do que espetacular, resolvendo jogos e sendo a segunda opção para marcar a bola.
Tudo isso foi possível, por causa da bravura de um homem que teve de tomar decisões que não agradaram a ninguém mas que provaram, até agora, ter sido as melhores, Masai Ujiri.
Liderada pelo fenómeno Giannis Antetokounmpo, os Bucks procuram redenção duma temporada em que muitos acreditaram que tinham uma chance legítima ao título da conferência, mas acabaram tombando aos pés dos Boston Celtics, que pela ausência de Kyrie Irving, não foram sequer considerados favoritos a vencer a série.
No que diz respeito a presente temporada, com a partida de LeBron James, Giannis é, simplesmente, o melhor jogador da Conferência Este. Giannis (27.0pts, 12.5rss, 5.8ast) vai que nem um míssil lançado ao prémio MVP e teria o meu voto.
Na votação ao All Star ficou em segundo, apenas para LeBron James e aos 23 anos é capitão a representar a Conferência Este no evento já deste fim de semana.
Mais importante, a acompanhar o ritmo de Giannis na quadra está uma direção empenhada a colocar as pedras a volta da jovem estrela para o deixar mais próximo do sucesso.
Demitiu Jason Kidd, contratou Mike Budenholzer, e o reflexo desta mudança é notório, pois é uma equipa adaptada ao jogo de hoje, é a 5ª equipa mais rápida, 4ª melhor ofensivamente e, mais importante, encontra-se em 1º defensivamente.
Mais recentemente, adicionou Nikola Mirotic, num absoluto roubo.
O extremo poste naturalizado espanhol, ex- Pelican, mantém a equipa aberta e cria espaço no ataque pois é um exímio atirador, mais um, ao lado de Brook Lopez e Kris Middleton que mais recentemente foi nomeado All Star, pela primeira vez. O primeiro atleta que recebe tal honra depois de começar na G-League.
Os Bucks têm todas as condições para chocar o mundo.
A procura pelo 3-peat começou duma maneira atribulada, com problemas dentro do balneário, especulações sobre a possível incompatibilidade e saída de Kevin Durant após a desavença com Draymond Green, num momento em que Steph Curry se encontrava lesionado.
Já com Steph Curry, os Warriors venceram 11 jogos seguidos e deram a volta a um começo tremido, depois de terem um excelente começo (12-3), a equipa de Oakland perdeu 4 jogos seguidos que trouxe muitas questões e atenção sobre a equipa.
Os Warriors são uma máquina bem oleada, que não olha a egos e que joga estritamente para vencer sem se preocupar muito com estatísticas individuais.
Sem sofrer alterações até ao fecho do período de trocas, os próximos movimentos apontam na direção do mercado de jogadores que rescindiram os seus contratos e encontram-se livres, casos de Wayne Ellington, Trevor Ariza e Carmelo Anthony, por exemplo.
O regresso de DeMarcus Cousins trouxe o 5 inicial que a liga toda temia e desde 18 de Janeiro a equipa a bater perdeu apenas dois jogos. Neste momento, estão tão dominantes que não se vê ninguém na conferência capaz de os destronar numa série de 7 jogos.