Depois do mundial da China e de olharmos para a classificação final, temos de constatar alguns factos e novas realidades no basquetebol moderno.
A primeira, é que não basta à seleção dos Estados Unidos trazer um grupo de jogadores e um dos treinadores da NBA mais vitoriosos da liga norte-americana para vencer o campeonato do Mundo.
No nosso basquetebol moderno ascenderam pequenas novas potências, além das nossas velhas conhecidas e finalistas: Espanha e Argentina.
Vimos uma França que ainda lhe vai faltando um “je ne sais quoi…” para pelo menos ter a oportunidade de disputar uma final…
Vimos uma Austrália, que parece ter adotado uma máxima cesariana “vini vidi vici” e chegou para ficar, a NBA que o diga. Só na NCAA tem 219 jogadores à procura de um lugar ao sol.
Mas ainda tivemos uma Sérvia que todos imaginámos que iria mais longe com uma verdadeira dream team, mas que nos momentos decisivos congelou e uma Polónia e República Checa que se tornaram as surpresas da prova. Quem tinha ouvido falar de um Martin Peterka que joga na liga nacional checa? Ou de um polaco que não foi escolhido no draft em 2015 de seu nome Mateusz Ponitka?
Quem acredita no acaso, na sorte ou mesmo no destino, pode pensar que as carreiras de países como a Austrália, República Checa e Polónia entram nessas categorias, como o azar entraria na dos EUA. No entanto, alguns preferem pensar que ter programas ambiciosos e de uma aposta forte na formação de jogadores, possa dar anos mais tarde frutos de um investimento feito.
Deve ser por obra do acaso e da má sorte que temos a nossa seleção na 61.ª posição no ranking da FIBA e na 34.ª na Europa em 49 posições….
Pode ser que os rankings não digam muita coisa, mas não estar lá não diz nada! E para o futuro do nosso basquetebol há muita coisa que deve mudar. E isso começa primeiro por assumirmos que não estamos bem… e a seguir pensar como podemos ficar melhor.
Artigo de opinião escrito por David Valente
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