Tudo aquilo que há para saber da versão 2018/19 de Golden State Warriors, Los Angeles Clippers, Los Angeles Lakers, Phoenix Suns e Sacramento Kings.
Golden State Warriors
Entradas: DeMarcus Cousins (ex-New Orleans Pelicans), Jonas Jerebko (ex-Boston Celtics) e Jacob Evans (28ª draft pick);
Saídas: JaVale McGee (LA Lakers), Zaza Pachulia (Detroit Pistons), Nick Young (free-agency) e David West (free-agency).
Foi com relativa facilidade que os Golden State Warriors alcançaram pelo quarto ano consecutivo as finais da NBA, e consequentemente, o terceiro anel em quatro épocas.
Apesar dos pequenos percalços que marcaram a época regular dos Dubs, que inclusive lhes custou o primeiro lugar da Conferencia Oeste e fizeram com que Steve Kerr viesse a público assumir a necessidade de encontrar novas estratégias para motivar o seu roster, nos jogos a doer, os bicampeões, somente demonstraram reais dificuldades nas finais de conferência.
O duelo frente aos Houston Rockets foi o mais complicado, fora esse, varreram qualquer adversário com relativa facilidade, incluindo os Cleveland Cavaliers de Lebron James. Sejamos sinceros, com o atual plantel, os Warrios são porventura a melhor equipa de basquetebol do novo milénio. Se com quatro all-star eram praticamente imbatíveis, a surpreendente aquisição de DeMarcus Cousins tornou-os ainda mais fortes, pelo que duvido que exista realmente alguma equipa, com firepower suficiente para lhes fazer frente.
Assim, caso não demonstrem níveis de confiança excessivos, nem alguma falta de motivação, é indubitável, que os Warriors são, uma vez mais, os grandes candidatos ao troféu Larry O’brien.
Los Angels Clippers
Entradas: Shai Gilgeous-Alexander (11ª draft pick), Jerome Robinson (13ª draft pick), Marcin Gortat (ex-Washington Wizards), Luc Mbah a Moute (ex-Houston Rockets) e Mike Scott (ex-Washington Wizards);
Saídas: DeAndre Jordan (Dallas Mavericks) e Austin Rivers (Washington Wizards);
A inesperada troca de Blake Griffin a meio da temporada passada, bem como o abandono de Chris Paul, ainda antes do inicio da temporada, foi um presságio de que os LA Clippers iam entrar numa jornada penosa, na procura de uma nova identidade.
Apesar das saídas de CP3 e Griffin, assim como as inúmeras lesões que assolaram o plantel (Patrick Beverly, Avery Bradley, Gallinari, Teodosic, etc…), a equipa não entrou em completa decadência, muito graças ao six-man of the year Lou Williams, que se exibiu a níveis estratosféricos, pelo que foi sem dúvida, o melhor clipper da temporada passada. No entanto, os LA Clippers foram incapazes de alcançar os playoffs, algo que não sucedia desde a longínqua temporada de 2010-2011 (Dallas Mavericks campeões).
Para a nova temporada, o staff dos Clippers, encabeçado pela lenda Jerry West, optou por manter o treinador Doc Rivers e prosseguir com a reformulação do franchise. “Despacharam” DeAndre Jordan (jogador com mais jogos realizados pelo clube), e apostaram num rejuvenescimento do roster, exemplo disso, são as enormes expectativas, tornadas públicas, acerca do rookie Gilgeous-Alexander.
No entanto, com a completa dissolução da lob-city e o ingresso do King no grande rival, os Clippers voltam a ser o parente pobre de LA. Para a temporada 2018-2019, não se esperam grandes voos dos LA Clippers, já que a equipa vai estar em reconstrução e não com o olhar nos playoffs, mas sim, no draft do próximo ano, no qual estão em condições de oferecer dois contratos máximos, perfilando-se Jimmy Butler e Kawhi Leonard, como principais candidatos.
Phoenix Suns
Entradas: Treinador Igor Kokoskov, Deandre Ayton (1ª draft pick); Mikal Bridges (10ª draft pick); Trevor Ariza, (ex-Houston Rockets), De’Anthony Melton (46ª draft pick, 2º round), Ryan Anderson (ex-Houston Rockets);
Saídas: Tyler Ulis (NBA G League), Alex Len (Atlanta Hawks), Elfrid Payton (New Orleans Pelicans), Jared Dudley (Brooklyn Nets), Marquese Chriss (Houston Rockets) e Brandon Knight (Houston Rockets).
Desde o início da temporada passada, que ficou evidente, que os Phoenix Suns iam optar por dar minutos aos elementos mais jovens do plantel, pelo que os maus resultados alcançados (equipa com pior registo da liga), eram, à partida, algo previsíveis.
Com o intuito de deixar uma ideia mais concreta, da mediocridade da temporada anterior, a média de pontos (por jogo) da jovem estrela da equipa, Devin Booker (24.9), foi bem superior, ao número de jogos ganhos pelos Suns (21). No entanto, desenvolver uma equipa jovem é um processo moroso, que requer paciência e consistência, algo que os proprietários dos Suns demonstraram não possuir, pois só assim, se justifica terem tido três treinadores diferentes.
Incrível, foi também o facto de a equipa ter perdido 31 dos últimos 35 jogos realizados, o que sem ter intenção de levantar falsos testemunhos, em muito contribuiu para os Suns terem conseguido a primeira pick do último draft. Apesar das preferências de draft dos últimos três anos terem deixado algo a desejar, penso que, o departamento de prospeção dos Suns, fez finalmente uma escolha acertada, ao selecionar DeAndre Ayton.
Ayton, necessita de evoluir defensivamente, no entanto, no imediato, vai ser um poderoso acrescento ofensivo, visto apresentar bons pormenores perto do cesto e possuir um lançamento de meia-distancia bastante respeitável. Trevor Ariza (surpreendentemente adquirido) e o rookie De’Anthony Melton vão ser peças-chave no desempenho defensivo da equipa, algo que o coletivo de Arizona, necessita urgentemente de melhorar.
Para a próxima temporada, é expectável que os Phoenix Suns estejam finalmente em condições de sair da sombra em que mergulharam nos últimos anos, o universo basquetebolístico anseia por ver em ação a dupla Booker/Ayton, que quiçá, num futuro próximo, pode muito bem ser a reencarnação do duo Shaquille O’Neal /Kobe Bryant.
Sacramento Kings
Entradas: Marvin Bagley III (2ª draft pick), Ben McLemore (ex-Memphis Grizzlies), Deyonta Davis (ex- Memphis Grizzlies) e Nemanja Bjelica (ex-Minnesota Timberwolves);
Saídas: Garrett Temple (Memphis Grizzlies) e Vince Carter (Atlanta Hawks).
Na temporada transata, os Sacramento Kings idealizaram o seu plantel, com uma mescla de jovens jogadores e jogadores mais veteranos. Porém, a estratégia não lhes correu de feição, com os Kings a falharem os playoffs pelo décimo-segundo ano consecutivo (!).
Apesar dos veteranos Vince Carter e Zack Randolph não terem desfraldado as expetativas que recaiam sobre si, os jogadores mais jovens, como Buddy Hield, Willie Cauley-Stein e Justin Jackson tardam em afirmar-se. Exceção para De’Aaron Fox e Bogdan Bogdanović, que em alguns momentos, apresentaram argumentos capazes de satisfazer os mais acérrimos simpatizantes dos Kings.
Mais uma vez, a escolha de draft deste ano, não foi consensual, com o duo Vlade Divac e Peja Stojakovic a ser bastante criticado, nomeadamente pelo facto, de ter preterido Luka Donkic em prol de Marvin Bagley III. A verdade, é que basta recordar alguns dos jogadores que os Sacramento Kings deixaram escapar nos últimos anos – Klay Thompson, Damian Lillard, Giannis Antetokounmpo, Miles Turner, Devin Booker e Donovan Mitchell – para perceber, que caso Bagley III não justifique as expectativas que sobre ele depositam, a dupla sérvia vai estar em maus lençóis.
Os fãs dos Kings anseiam que Bagley III seja um novo Chris Webber, e desejam, que conjuntamente como Fox e Bogdanović, forme uma tríade valiosa. Contudo, a meu ver os Sacramento Kings continuam a ser um conjunto algo disfuncional, pelo que não será de estranhar, que no próximo ano, estejam, uma vez mais, entre as piores equipas da liga.
Los Angeles Lakers
Tudo aquilo que há para saber da versão 2018/19 dos LA Lakers.
Entradas: LeBron James (ex-Cleveland Cavaliers), Rajon Rondo (ex-New Orleans Pelicans), Lance Stephenson (ex-Indiana Pacers), JaVale McGee (ex-Golden State Warriors), Michael Beasley (ex- New York Knicks) e Moritz Wagner (25ª draft pick), Sviatoslav Mykhailiuk (47ª draft pick, 2º round);
Saídas: Julius Randle (New Orleans Pelicans), Isaiah Thomas (Denver Nuggets), Brook Lopez (Milwaukee Bucks) e Luol Deng (Minnesota Timberwolves).
Na temporada passada, os Lakers tinham um objetivo claro, desenvolver os seus jogadores mais jovens (Randle, Lonzo Ball, Kyle Kuzma and Brandon Ingram), sobre os quais a organização depositava enormes expetativas. O plano inicial não lhes correu totalmente de feição, mas também não foi um fiasco, isto porque Kyle Kuzma e Lonzo Ball integraram os cinco ideais dos rookies (respetivamente, a primeira e a segunda equipa), Julius Randle demonstrou, uma vez mais, ser um all-round player e uma verdadeira força da natureza, e Brandon Ingram melhorou, consideravelmente, a pálida imagem deixada na sua época de estreia. No entanto esqueçam a temporada passada, pois o mais famoso franchise de LA, foi o principal responsável pelo sismo que abalou a free-agency do último verão.
Magic Johnson demonstrou que também consegue fazer magia fora do court, não fez um no-look-pass, mas sacou da cartola uma estrela que imediatamente ressuscitou a Laker-nation, e que estrela, simplesmente o melhor jogador da atualidade. É expectável que a chegada de Lebron James, principie um novo reinado em LA, com consequências não só para a organização, mas também para toda a liga.
Nos dias que sucederam o ingresso do King na nova equipa, comentadores, críticos, analistas e ex-jogadores afirmaram que a preferência de Lebron James pelos Lakers, ia muito para além do jogo de basquetebol. De facto, todas essas considerações são irrefutáveis. No entanto, é importante realçar, que na temporada passada, com 33 anos, James não falhou qualquer jogo da época regular, e fruto de exibições assombrosas, carregou (literalmente) os Cavaliers até às finais da NBA, pelo que a sua contratação vai ter enormes consequências do ponto de vista desportivo.
Apesar do fracasso nas negociações por Paul George e Kawhi Leonard, chegaram aos Lakers, outros jogadores, que a par do King, contam com uma vasta experiencia na liga, nos quais destaco: i) Rajon Rondo, excelente época anterior, pode vir a exercer uma influência positiva sobre Lonzo Ball; ii) JaVale McGee, caso mantenha as boas exibições realizadas nos playoffs da época passada, pode, finalmente, começar a ser famoso pelo seu jogo e não pelos momentos ridículos que coleciona no Shaqtin’ A Fool; e iii) Lance Stephenson, um “buldózer”, capaz de tudo, para defender os seus.
Admito que estou curioso, pela estratégia encontrada pelo treinador Luke Walton, para conciliar as recentes aquisições e o jovem core da época passada. Os LA Lakers não atingem os playoffs desde 2013, mas a verdade, é que sempre que Lebron James mudou de equipa, o impacto foi imediato, repercutindo-se num aumento de 15 a 25% do número de vitórias.
Para além disso, Lebron James é sinónimo de finais de playoff, no entanto, tanto em Miami como em Cleveland, contava com jogadores all-star ao seu lado. Se tivesse de arriscar, diria que os Lakers vão por fim, ao jejum de presenças na fase a eliminar, no entanto, julgo que não possuem argumentos suficiente para ombrear com os conjuntos mais fortes da conferência oste, nos quais destaco os últimos finalistas, Houston Rockets e Golden State Warriors.