Com a mudança para LA aparece uma nova etapa na carreira de LeBron James. Novo General Manager, nova e equipa e… novo treinador.
Luke Walton tem nas suas mãos treinar o melhor jogador do mundo e, dependendo de como lidar com a situação, a sua vida vai ficar mais fácil ou mais difícil… O actual treinador dos Lakers já falou com Tyronn Lue, que lhe disse que “…as pessoas criam a ideia de que treinar o LeBron é difícil. Não é…”. A verdade é que a relação de LeBron com alguns dos seus treinadores – Lue inclusive – é por vezes complicada.
Vejamos por exemplo os tempos de Miami, em que o King era treinado por Spoelstra. No fim da primeira época, depois de uma desastrosa derrota nas finais diante dos Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki, James pôs o papel do treinador em causa.
De acordo com as palavras de Pat Riley, presentes no livro de Ian Thomsen “The Soul of Basketball: The Epic Showdown Between LeBron, Kobe, Doc and Dirk That Saved the NBA”, no dia após a derrota nas finais, numa reunião com o Big 3 de Miami, LeBron perguntou-lhe se não sentia “a comichão” de voltar a treinar, dando a entender que não pretendia a continuação de Erik Spoelstra como treinador.
Riley respondeu negativamente e a verdade é que, com Spoelstra no comando, os Heat acabaram por ganhar dois títulos nos três anos seguintes. Há também imagens de LeBron a dar um encontrão ao treinador numa derrota frente aos Mavs nesse mesmo ano (27 Novembro).
Com David Blatt as coisas tornaram-se ainda piores, sobretudo pelos momentos de visível discórdia com o israelita no momento de pedir timeouts e fazer substituições. Há pelo menos duas ocasiões em que LeBron “atropela” as decisões do seu treinador.
A primeira é no jogo 4 contra Chicago em 2015 em que James risca a jogada do treinador para o lançamento final e diz-lhe para pura e simplesmente este lhe dar a bola (acabando por fazer dois pontos, ganhando o jogo).
A segunda acontece nas finais diante dos Golden State Warriors. Marc Stein (na altura repórter da ESPN) relata:
“A dada altura reparei em James a abanar irritadamente a cabeça em protesto depois de uma jogada que Blatt desenhou no terceiro período do jogo 5, fazendo deste o maior raspanete não verbal que se possa imaginar – o que forçou Blatt, em frente a toda a sua equipa, a apagar o quadro e desenhar outra coisa qualquer.”
Já com Lue a relação foi bastante mais pacífica, sendo que LeBron manteve um relacionamento idêntico ao que tinha com Blatt, isto é, LeBron a ter controlo de muitas situações, mas sem a “violência” demonstrada com o antigo treinador. Porém, na época que passou, num jogo diante dos Trail Blazers, é possível percebermos a frustração de LeBron relativamente a Tyronn Lue.
LeBron James é o melhor jogador do mundo e todas as épocas tem apenas um objectivo, ganhar. Por isso exige de todos o seu melhor, tendo já sentido por diversas ocasiões que o seu treinador não está à altura de levar a equipa à vitória, fazendo sentir a sua insatisfação.
Caso Luke Walton seja mesmo o homem pretendido por Magic Johnson para ficar ao leme dos seus Lakers, é possível que lhe tenha de oferecer uma ajuda na adaptação ao King. Passar de uma equipa de lottery a candidato ao título, não será tarefa fácil.