LPB

Entrevista – Patrick “Four” McGlynn

Está no seu primeiro ano na Europa, é o melhor marcador da Liga PLACARD (com uma média de 24.6 pontos por jogo) e protagonizou um dos momentos mais emocionantes da edição deste ano da LPB, diante do Illiabum. O número 4 do Lusitânia concedeu-nos aquele que é o primeiro exclusivo do Lance Livre. Senhoras e senhores, fiquem a conhecer um pouco mais da vida e da carreira de Patrick “Four” McGlynn!

1) Fizemos alguma pesquisa sobre a tua vida e a tua carreira no basquetebol. És o mais velho de 6 irmãos e, tanto quanto sabemos, a família McGlynn vive muito o Basquetebol. Qual é primeira memória que tens relacionada com Basquetebol?
Uma das primeiras coisas que me lembro sobre basquetebol é de ser uma criança muito pequena e jogar no YMCA (Young Men’s Christian Association) na minha cidade natal. Muita gente deixava os seus filhos jogar e, do que me recordo, jogar basquetebol desde essa época era algo que sabia que queria fazer por muito tempo.

We’ve done some digging on your life and basketball career. You’re the oldest of 6 brothers and as far as we know, the McGlynn family is all about basketball. What’s your first memory about basketball?
One of the first things I remember about basketball is being a very young child playing at the YMCA in my hometown. A lot of people were allowing their kids to play, and from what I remember, playing basketball from this point on was something I knew I wanted to do for a long time.

2) Patrick ou Four? Podes contar-nos a história por trás disto?
Patrick é o meu nome de nascença. Sou Patrick James McGlynn IV, daí é que vem o Four. É a alcunha que tenho desde que me lembro, é aquilo que toda a gente me chama em casa.

Patrick or Four? Can you tell the story behind this?
Patrick is the name I was given at birth. I am Patrick James McGlynn the fourth, which is where Four came from.  It’s a nickname ive had for as long as I can remember, which is what everyone at home calls me.

“Four” McGlynn a envergar a camisola dos Rhode Island Rams. No 4º ano na NCAA, McGlynn terminou a época com médias de 11.6 pontos, 2.5 ressaltos e 1.4 assistências, por jogo.

3) És o melhor marcador de Dallastown H.S. com 1.854 pontos marcados. Na Europa não existem este tipo de distinções, sobretudo a esse nível. O que nos podes dizer acerca do sistema AAU (Amateur Athletic Union)? As vantagens e as desvantagens (se existirem).
Penso que a AAU é formidável. Permitiu-me, que vim de uma cidade pequena, estar exposto a algumas das melhores competições do país, o que me preparou para jogar ao mais alto nível e, finalmente, tornar-me bem sucedido como tenho sido.

You’re the all-time scorer at Dallastown H.S. with 1.854 points scored. In Europe there aren’t these kind of “distinctions” at High School level. What can you tell us about the AAU system? Advantages and disadvantages.
I think AAU is terrific. It allowed me, who came from a small town, to be exposed to some of the best competition in the country, which prepared me to play at the highest level and ultimately become as successful as I have been.

4) Jogaste em Vermont, Towson e em Rhode Island. Qual é a memória mais icónica da tua carreira universitária na NCAA?
Penso que a minha melhor memória da minha carreira universitária foi participar no March Madness e jogar contra Lamar e North Carolina. Vir de uma universidade mais pequena, onde apenas uma equipa se qualifica das ligas menores e ganhar a conferência, foi algo incrível. É algo que me vou lembrar sempre.

You’ve played in Vermont, Towson and Rhode Island. What’s the most iconic memory of your college career?
I think the best memory I have from my collegiate career is going to the NCAA tournament and playing against Lamar University and then the University of North Carolina. Coming from a smaller school, only one team makes it out of those leagues, so winning the conference was a huge deal and something I will always remember.

8ª jornada da LPB, Lusitânia recebe o FC Porto. Foto: Facebook oficial S.C. Lusitânia

5) Este ano marca à tua estreia na Europa. Quais são as primeiras impressões que tens dos Açores, de Portugal e da LPB?
Os Açores são muito agradáveis. É uma ilha pequena, as pessoas são muito simpáticas e é absolutamente lindo. Penso que a LPB e Portugal são ambos óptimos. A Liga tem muito talento e ter a oportunidade de viajar por todas as cidades é uma experiência incrível.

This year marks your first season overseas. What are your first impressions of Açores, Portugal and the LPB?
Açores is very nice. It’s a small island, the people are very friendly, and it is absolutely beautiful.  I think the LPB and Portugal are both great.  The league has a lot of talent, and being able to travel to all of the unique cities is an incredible experience.

6) O Lusitânia jogou 7 jogos esta época. Com um recorde de 3 vitórias e 4 derrotas, a equipa defrontou algumas das equipas mais fortes da LPB como o SL Benfica (os campeões em título) e o FC Porto (os campeões em 2015/16). Apesar disto, o Lusitânia nunca perdeu um jogo por mais de 9 pontos. Como te sentes em relação ao período de adaptação à “nossa” Liga? Podemos dizer que depois destes 7 jogos, esse período, já acabou?
Penso que estava preparado para jogar assim que jogamos o primeiro jogo oficial da época. Jogamos 3 amigáveis que permitiram à equipa adaptar-se a si mesma e ao estilo de jogo uns dos outros. Isso ajudou-nos a começarmos fortes logo no primeiro jogo oficial.

Lusitânia played 7 games this season. With a 3-4 record, the team has faced some of the “stronger” teams in LPB such as SL Benfica (last year’s champions) and FC Porto (2015/16 champions). Despite this, Lusitânia never lost a game by more than 9 points. How do you feel about your “adaptation period” to our league? Can we say it’s over past these 7 games?
I think I was ready to play when we opened up our first game. We played 3 exhibition games that really allowed our team to adapt to each other’s playing styles, which allowed us to hit the gorund running when we played our first actual game.

Foto: Facebook oficial S.C. Lusitânia

7) O jogo em que marcaste 40 pontos contra o Barreirense foi uma das melhores exibições ofensivas que tivemos na Liga Placard até ao momento. A lançares 60% de campo, 50% dos 3 pontos e 93% (13/14) da linha de lance livre, é seguro dizer que estavas “na zona”. Em Ílhavo, contra o Illiabum, apesar da exibição menos eficaz, marcaste o triplo que vos deu a vitória depois de falhares os seis lançamentos anteriores. O que é que nos podes dizer destas duas diferentes, embora enormes, exibições?  Mentalmente, como é que encaras os jogos mais difíceis?
Só penso, especialmente contra o Illiabum, que o Dominique Coleman teve 37 pontos, o que foi uma exibição magnífica da parte dele. Quando alguém está a jogar assim, eu apenas tento fazer o meu papel e, em último caso, lancei a bola. Estava confiante que ia entrar. Durante o meu jogo dos 40 pontos, tive um início lento. Os meus companheiros de equipa e os meus treinadores permitiram-me estar em boas situações para marcar e tive a bola nas mãos durante muito tempo ao longo da 2ª parte, o que me permitiu ir muito para a linha de lance livre e amealhar pontos. Mas, o mais importante, foi mesmo termos vencido os dois jogos, foi enorme.

The 40-point game against Barreirense was one of the best offensive performances in the LPB so far. Shooting 60% from the field, 50% from the 3-point line and 93% (13/14) from the free throw line, it’s safe to say you were in the ZONE. In Ílhavo, against Illiabum, despite the less efficient performance, you hit that amazing game winning triple after missing the six previous shots. What can you tell us about these two different, but huge performances? What’s your mentality in the toughest games?
I just think, especially at Illiabum, Dominique Coleman had 37 points, which was a terrific performance from him. When someone has it going like he did, I just tried to play into my role, and ultimately, I took the last shot and was confident it was going to go in.  during the 40-point game, I had a slow start.  My teammates and coaches allowed me to be in good spots to score, and I had the ball a lot in the second half which allowed me to get to the foul line and rack up points, but more importantly, we won both of those games which was huge.

8) Com o saída do Ryan Ejim, o Lusitânia trouxe o Timajh Parker-Rivera que jogou contigo em Towson. Qual é a tua opinião sobre este novo reforço? O que é que o Timajh pode trazer à equipa?
O Timajh foi um dos meus melhores amigos quando joguei em Towson. Nem foi preciso pensar, a direcção e os treinadores fizeram um trabalho incrível. Ele é um magnífico reforço. Defende, ressalta e compete noite após noite, é tudo o que podes pedir a um jogador.

With Ryan Ejim gone, SC Lusitânia brought in Timajh Parker-Rivera who played with you in Towson. What’s your opinion on this addition to the team? What will Timajh bring?
Timajh was one of my best friends when we played together at Towson. It was a no brainer to bring him here, and the ownership and coaches did a great job. He’s a terrific addition. He plays defense, he rebounds, and he competes night in and out, which is all you can ask for in a player.

9) O objectivo principal do Lusitânia, esta época, passa por chegarem aos playoffs. Individualmente, quais são os teus objectivos? O MVP está nos teus pensamentos?
Penso que ganhar é a coisa mais importante. Obviamente, agora que estou a jogar a um nível alto, se puder ganhar o MVP seria óptimo mas, em última análise, acabar a época com um recorde vitorioso e ir o mais longe possível nas taças que estão aí a chegar são as coisas mais importantes para nós enquanto equipa.

The main goal for Lustiânia this season is to make the playoffs. What about individual goals? Is the MVP in your mind?
I think winning is the most important thing. Obviously, I am playing at a high level right now. If I could win the MVP, that would be great, but ultimately, having a winning record and making these cups that are coming up are the most important things we are worried about as a team.

“Four” Mcglynn a conduzir o ataque do Lusitânia diante do Illiabum. Foto: Facebook oficial do S.C. Lusitânia.

10) Por último mas não menos importante, quem é o teu exemplo a seguir na vida?
O meu pai e a minha mãe, a minha família inteira, são os meus exemplos. Nos momentos difíceis, eles são aqueles a quem posso recorrer para qualquer coisa. Eles sempre me apoiaram e permitiram que eu estivesse na posição em que estou hoje.

Last but nos least, who is you’re role model in life?
My dad and mom, and entire family are my role models. Through thick and thin, they are the ones I can turn to for anything.  They’ve supported me and allowed me to be in the position that I am today.

7 perguntas, 7 respostas rápidas!

1) Jogador Favorito?
Reggie Miller.

2) Equipa favorita da NBA?
Cleveland Cavaliers.

3) Jogador mais difícil de defender?
Harrison Barnes.

4) Treinador mais importante que tiveste?
O meu pai.

5) Qual é o teu 5 ideal?
Magic Johnson, Michael Jordan, LeBron James, Shaquille O’neal, Wilt Chamberlain.

6) Nike ou Adidas?
Nike.

7) Quem é o GOAT?
Michael Jordan.

🏀

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