NBA

Entrevista Exclusiva a Adreian Payne

Tivemos a oportunidade de passar algum tempo à conversa com Adreian Payne, extremo-poste que se formou com distinção em Michigan State, tendo já representado os Atlanta Hawks, os Minnesota Timberwolves e os Orlando Magic. Agora, Payne tenta ajudar o Panathinaikos a conquistar o campeonato grego e a Euroliga.

Floaternews – Acabaste a tua prestação no basquetebol da escola secundária muito bem cotado a nível nacional, sendo dos principais nomes na época de recrutamento para as universidades, apesar de todas as adversidades que te foram surgindo… Tiveste à escolha equipas como Michigan State, Arizona, Kentucky e West Virginia. Como é que encaraste isto sabendo de tudo pelo que passaste enquanto criança?

Adreian Payne – Foi uma experiência de cortar a respiração. Não fazia a ideia da sua grandeza na altura. Agora que olho para esses tempos, sinto o quão abençoado fui, apesar de tudo aquilo porque tive de passar.

Adreian Payne envergou o #5 dos Michigan Spartans durante os 4 anos em que foi treinado pelo histórico Tom Izzo.

FN – Participaste em 4 edições do March Madness e foste nomeado duas vezes para o segundo cinco ideal da conferência Big Ten. O que é que nos podes contar mais acerca da tua carreira no campeonato universitário?

A.P. – Sinto que tive uma carreria universitária bastante boa, e ao ter sido o primeiro da minha família a licenciar-se, teve um sabor ainda mais especial.

FN – Até que ponto é que Tom Izzo te influenciou, não só enquanto jogador de basquetebol, mas também como ser humano?

A.P. – Aprendi muitas lições de vida. Ele foi um mentor maravilhoso ao longo da minha carreira em Michigan State, e ainda nos dias de hoje.

FN – Tiveste algumas dificuldades em adaptar-te ao nível da NBA depois de teres sido escolhido pelos Atlanta Hawks em 2014. Quais foram as principais diferenças sentidas por ti entre o basquetebol universitário e a NBA?

A.P. – A maior dificuldade foi na adaptação ao estilo de jogo da NBA em si.

Payne em acção diante dos L.A. Clippers com a camisola que mais vestiu na NBA, a dos Minnesota Timberwolves.

FN – Quando foste libertado pelos Orlando Magic, um número vasto de equipas demonstraram interesse em assinar contrato contigo. Quais os critérios em que te baseaste para decidires juntar-te ao Panathinaikos?

A.P. – Como sabem, já fiz parte de várias equipas da NBA e não consegui manter um lugar cativo em nenhuma delas. O timing perfeito é tudo para os jogadores talentosos e que têm de esperar continuamente pelas oportunidades que lhes são dadas. E essas oportunidades têm muito mais que se lhe diga, não é simplesmente estar presente no plantel. Jogar na NBA é o sonho de qualquer criança. Era o meu sonho enquanto crescia. Tenho excelentes histórias e memórias do tempo em que joguei lá. Ainda assim, não consegui deixar passar a tremenda oportunidade de jogar num clube com tanta história como o Panathinaikos. E estou agradecido por tudo isso.

FN – Temos a sensação de que o Panathinaikos tem mais talento do que a sua classificação demonstra, talvez porque foi necessário um período de adaptação no início da temporada. Gostaríamos de saber se concordas com a nossa opinião e, se caso a tua equipa vá aos playoffs da Euroliga, quão entusiasmado estás para ver até que ponto o Panathinaikos consegue chegar?

A.P. – Estou muito entusiasmado! Somos uma boa equipa e temos uma equipa técnica muito talentosa, que me está a ajudar a adaptar ao basquetebol europeu. Por isso, sinto estar a viver da melhor maneira cada dia que passo aqui em Atenas.

FN – Qual tem sido o teu papel nesta equipa?

A.P. – Sinto que o meu papel é o de defender agressivamente, ganhar ressaltos e, quando a oportunidade surgir, marcar. Jogar por dentro da estratégia ofensiva desenhada pelos treinadores.

FN – Quem é o GOAT?

A.P. – Kevin Garnett.

Adreian Payne e o seu “mentor”, Kevin Garnett.

FN – Foste e continuas a ser comparado a imensos jogadores, mas que jogadores procuras estudar mais?

A.P. – Tive a oportunidade de passar muito tempo com o Kevin Garnett enquanto joguei pelos Timberwolves. Com ele aprendi imenso, nomeadamente aspectos do jogo que nunca me tinham sido mencionados antes.

FN – Quem foram alguns dos veteranos que te ajudaram no começo da tua carreira na NBA?

A.P. – Andre Miller, Tayshaun Prince e Elton Brand.

FN – Está nos teus planos regressar à NBA nos próximos tempos?

A.P. – Neste momento, estou focado em ganhar jogos pelo Panathinaikos. Nunca irei colocar de parte o meu regresso à NBA, sendo que considero que competir lá é o objetivo de qualquer jogador. Incluindo o meu. Contudo, quero trazer um título para Atenas nesta época.

nota: entrevista realizada a 12 de Março de 2018

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