NBA

A “hora” de Damian Lillard

No dia 21 de abril de 2018, Damian Lillard e CJ McCollum caiam às mãos dos New Orleans Pelicans depois de perderem o quarto jogo consecutivo para a equipa de Anthony Davis. A 6.ª melhor equipa do Oeste surpreendia – e varria – os Trail Blazers que tinham terminado a fase regular com 49 vitórias e 33 derrotas.

Ontem, 367 dias depois, com praticamente o mesmo plantel (sem o lesionado Nurkic e com Enes Kanter), os Trail Blazers responderam ao descrédito que vinham acumulando, sobretudo Damian Lillard.

Underdog, outsider, snubbed… são algumas das expressões que perseguiram Lillard durante toda a carreira. Antes de entrar na NBA era visto como o melhor base a atuar na 1.ª divisão da NCAA, mas o facto de jogar em Weber State (Conferência Big Sky) retirava-lhe, de imediato, o mérito das grandes exibições.

“Vacila nos jogos importantes, toma más decisões”, eram alguns dos pontos negativos evidenciados pelos olheiros da NBA antes da entrada na Liga norte-americana. Sete anos depois, o base dos Trail Blazers estabeleceu o recorde pontos marcados por um jogador da equipa de Portland nos playoffs (50), marcou 10 triplos (também um recorde absoluto para os Trail Blazers) e tem, até então, 33 pontos de média (a mais elevada) nos playoffs da NBA.

De “excluído” a pouco amado pela comunicação social, Lillard tem reconstruído a sua imagem na Liga mantendo-se leal ao franchise que o acolheu e, acima de tudo, persistente no rumo que pretende seguir. Nunca quis sair de Portland e esta temporada já reafirmou a vontade em ajudar os Trail Blazers a chegarem mais longe, independentemente de o conseguir, ou não.

Desistir não é opção numa equipa que não está carregada de talento, ao invés do adversário de ontem. Melhor orientado (Terry Stotts > Billy Donovan), Lillard insistiu e persistiu para um ano e dois dias depois selar uma série como só ele sabe, dissipando o fracasso da época passada.

Com a última posse de bola nas mãos encarou Paul George – que o defendeu como podia – e lançou com conta, peso e medida a sensivelmente 9 metros do cesto. A bola entrou e, mais uma vez, a “hora” foi do sempre pontual Damian Lillard.

Para aqueles que ainda não se fartaram, podem rever aqui fica o lançamento da noite.

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