Esta não é uma crónica acerca do best-seller de Lucy Atkins, muito menos, uma paródia da rubrica que publicámos recentemente, acerca da tatuagem que procedeu a entrada do King na NBA. Na verdade o assunto é bastante relevante, apresentamos uma das razões que levou os Cavaliers terem caído com estrondo nas finais deste ano.
Nos quatro jogos realizados, Kyle Korver converteu apenas um lançamento de três pontos (!), numas míseras seis tentativas nos três primeiros jogos (média de dois lançamentos por jogo), a que mais se lhes acrescentam, cinco infortunas tentativas no derradeiro encontro.
Para termos uma noção mais precisa do problema, basta referir que na fase inicial dos playoffs, frente aos Indiana Pacers, o atirador lançou 40 lançamentos de três pontos, 25 na segunda ronda contra os Toronto Raptors e 33 nas finais de conferência, face aos Boston Celtics.
Poderíamos discutir os responsáveis por esta situação, começando por enumerar o treinador Tyronn Lue, devido à inabilidade táctica e estratégica para libertar o seu melhor atirador. Lebron James por forçar isolation plays, que acabaram por facilitar a defesa do atirador. Ou mesmo o próprio Korver, pela reduzida agressividade ofensiva na procura da bola.
No entanto, como podemos visualizar no vídeo abaixo, temos de dar mérito à defesa dos Warriors. Pois, a equipa de Oakland “secou” por completo o atirador de Cleveland, pela sobremarcação cerrada ao jogador (inclusive, o seu defensor direto não realizava ajudas em situações de penetração em drible, fazendo lembrar defesas combinadas) e através de sucessivas trocas defensivas que o impossibilitaram de receber bola em condições favoráveis.
No final do terceiro encontro, o sempre polémico Draymond Green pronunciou-se sobre a situação, realçando o objectivo da equipa em anular Korver nesta fase final: “it’s been a high priority, taking Korver out of the series. We know, when he gets going, it’s really big for them“.
Desta forma, cabia à turma de Ohio, nomeadamente ao treinador, encontrar uma célere e eficiente solução para ultrapassar o problema, pois a equipa não se ressentiu somente da escassez de pontos do extremo, mas também, do espaço e oportunidades de lançamento que os seus movimentos frequentemente propiciam aos seus companheiros, fruto dos ajustes e trocas defensivas adversárias.
O tempo esgotou-se, Korver não foi tão influente como nos jogos anteriores e os Cavs foram “varridos”.